Um vislumbre - Capítulo 1

Há algumas semanas, eu estaria andando sobre as pedras milimetricamente posicionadas nas ruas de Roma. Dizem que todas as estradas levam a Roma e, para mim, o que importava era o que levava o meu coração ao dele. Consigo capturar o seu sorriso, naquele instante, quando ameaço cair no buraco e ele me segura, dizendo o quão atrapalhada eu sou. Ele me guia entre as ruínas gregas e o caminho mais próximo do gelato tradicional, me contando todos os detalhes de comentários históricos que havia descoberto sobre aqueles lugares. Eu sentia que juntos poderíamos conquistar qualquer coisa. Estaríamos rindo nesse instante, não da vida, mas pela vida. Pena que Roma nunca aconteceu. É estupidamente estranho pensar em como meus devaneios podem me sabotar.

Me apaixonei por ele quando percebi que nossos corações queimavam intensamente pela promoção das boas novas. Passávamos horas no banco duro da nossa igreja opinando os nossos melhores argumentos teológicos para defender, no fim, o mesmo centro. Sinceramente, foi nesse instante em que percebi que meu coração pulsava por ele de uma forma distinta do que acontecia antes. Fitava os meus olhos na sua habilidade em defender e discutir sobre a certeza do sofrimento no evangelho. Ele defendia que estava muito mais relacionado ao viver de forma profunda, e seus gestos acompanhando seu raciocínio se tornaram, para mim, um balanço leve e carregado de certezas que nem eu mesma ouso colocar em palavras. Mas, tudo isso não era real. Pelo menos, não para ele.

Continua...


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